Home Data de criação : 09/09/17 Última atualização : 11/10/17 18:49 / 2 Artigos publicados

O Brasil do Futuro - Resenha do ensaio " O Brasil do Terceiro Milênio "  escrito em quinta 17 setembro 2009 13:59

Nesse ensaio, comentaremos o texto “Brasil do Terceiro Milênio”. Dando opiniões gerais acerca das desigualdades sociais descritas.

            O texto começa citando dois grandes nomes da história brasileira, primeiramente o escritor austríaco Stefan Zweig e o sociólogo francês Roger Batiste, os quais descreveram na década de 1950 o Brasil como o ”País do Futuro”.

            Porém a realidade em que o país se encontra não são tão animadoras. Na época em que o texto foi produzido, as desigualdades sociais, são ainda mais alarmantes do que hoje em dia.

            O Brasil amargava a maior dívida externa do mundo, o salário mínimo era algo inimaginável.

            Hoje em dia as coisas melhoraram um pouco, hoje nós temos um salário mínimo razoável, um nível de analfabetismo menor, porém continuamos com problemas antigos. A qualidade de vida no Brasil ainda é ruim, a distribuição de renda continua risível, a cada dia mais das nossas florestas são derrubadas e propriedades químicas de plantas nativas são roubadas e patenteadas nos países ricos.

            Desigualdades sociais inerentes a corrupção que assola esse país, me levam as seguintes perguntas: “Será que um dia algo irá mudar?” ; “ Será mesmo que somos o país do futuro?”

            Perguntas sem respostas, que me leva a temer cada vez mais o futuro de nossa pátria mãe, incertezas que me fazem pensar que tipo de “democracia” nós vivemos.

 

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Resenha do Artigo "Discutindo a dinâmica da filosofia no esnsino Brasileiro Pós- Ditadura"  escrito em quinta 17 setembro 2009 13:44

Blog de gfeu :Grupo Filosófico de Estudos Universais, Resenha do Artigo 'Discutindo a dinâmica da filosofia no esnsino Brasileiro Pós- Ditadura'

O autor começa traçando os objetivos do artigo, que seria o Brasil contemporâneo, particularmente o período pós-ditadura, com a transição democrática e as reformas educacionais desenvolvidas, abordando o ensino da filosofia neste contexto.

Em seguida, cita a lei de segurança nacional, onde inicialmente e AI-05 (Ato Institucional n. 05, de 1968), orientou todo o programa de ensino do país. Segundo o autor, passaram quase duas décadas para explicar ao que nos remete aos problemas de formação intelectual do brasileiro;

O autor continua narrando uma situação em que um aluno seu, de 11 anos de idade, teria detestado a idéia de pensar em Sócrates, e sobre o mito de Teseu e o minotauro, numa aula de filosofia do ensino fundamental. Segundo ele, os jogos de computador teriam vencido a liberdade do espírito crítico dos alunos, pois os jogos estão largamente dotados de tecnologia criativa, aglutinando todo um universo de personagens como cavalheiros, serial killers, dragões cuspindo fogo, etc; O mesmo aluno teria acusado o professor, afirmando que sua aula seria “chata”.

O autor, ainda comenta que se o capitalismo econômico não fosse tão predatório, estes jogos poderiam ser desenvolvidos para situações “menos democráticas”. Ainda aliada a isso, existe a situação da falta de estímulo à leitura, o que teria levado à uma situação de distanciamento da subjetivação do conhecimento no pensamento filosófico. Justamente este pensamento seria capaz de recriar a inventividade e sensibilidade furtada pelos games;

O que observamos, é uma atual falta de interesse pela filosofia por parte de alunos e outras pessoas em geral, em uma sociedade onde as questões reflexivas e subjetivas deram lugar à uma gama de tecnologias digitais, em situações onde o ser humano quase não precisa pensar.

Para Paulo, o pensamento técnico, dotado de outras fontes cognitivas, em grande parte desconhecidas pelo educador acerca de seus efeitos futuros no imaginário coletivo. A grande pergunta seria: qual o futuro da reflexão frente a outros modelos cognitivos e referenciais?

O autor informa que não devemos esquecer a importante análise de Foucalt (1999) ao mencionar os dispositivos discursivos de poder, entendidos como instrumentos de controle social. Segundo ele, os sentidos humanos, quando não trabalhados para o sensível, podem mecanizar os sentidos, prejudicando a própria subjetividade emotiva do ser, na qual determinados setores da psicologia preferem tratar como falta de inteligência emocional;

Somente a partir dos anos 1990, começa haver movimentação da sociedade civil para reformas no ensino. O ensino da filosofia demoraria um pouco mais, somente vindo a ter relativa popularidade no início dos anos 2000, no antigo segundo grau;

Lembra o autor, ao cita a antiga disciplina OSPB (Organização e Social e Política do Brasil), foi um método ideológico implantado pelos militares no currículo do ensino médio e fundamental para substituir disciplinas como História, Geografia e a própria Filosofia. Segundo ele, o caráter ideológico desta disciplina não priorizava o senso de reflexão, mas sim reforçava a assimilação mecanicista nas escolas. Uma disciplina como a filosofia, que incentivava o senso crítico e reflexivo do ser humano, não seria interessante para um regime militar, onde o que se deseja é a dominação dos cidadãos através do poder;

O professor, em seu texto, enfatiza que em suas aulas utiliza as fábulas e histórias (dentre elas as de Esopo e La Fontaine), para estimular os seus alunos em filosofar. Termina dizendo que os educadores devem buscar novas possibilidades para trabalhar em sala de aula a filosofia, e que o educador deve procurar se converter em um contador de histórias, para tornar o estudo mais atrativo.

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